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Terço da Divina Misericórdia

A oração dos simples, mas que confiam no Senhor

Entre as diversas formas de culto à divina misericórdia, a Festa e o Terço da Divina Misericórdia ocupam uma posição de destaque.

Em 14 revelações especiais Jesus oferece à Santa Faustina esta nova forma de piedade, que hoje se encontra disseminada por todo o mundo.

Assim como na vida da Igreja a Liturgia e a piedade intimamente se associam, na espiritualidade da divina misericórdia proposta por Santa Faustina se dá igualmente o encontro destas duas dimensões, particularmente através da Festa e do Terço.

Nosso Senhor ditou este novo terço à jovem Irmã Faustina então com 30 anos em Vilna (Lituânia), entre os dias 13-14 de setembro de 1935 (Festa da Exaltação da Santa Cruz), como uma oração de intercessão e reparação pelos pecados cometidos por toda a humanidade (cf. Diário, nn. 474-476).

Revelação do Terço da Misericórdia

No dia seguinte, na sexta-feira à noite, quando me encontrava na minha cela, vi o Anjo executor da ira de Deus. Estava vestido de branco, o rosto radiante e uma nuvem a seus pés.

Da nuvem saíam trovões e relâmpagos para as suas mãos e delas só então atingiam a Terra.

Quando vi esse sinal da ira de Deus, que deveria atingir a Terra, e especialmente um determinado lugar que não posso mencionar por motivos bem compreensíveis, comecei a pedir ao Anjo que se detivesse por alguns momentos, pois o mundo faria penitência.

Mas o meu pedido de nada valeu perante a ira de Deus.

E foi nesse instante que vi a Santíssima Trindade. A grandeza da Sua majestade transpassou-me profundamente e eu não ousava repetir a minha súplica.

Porém, nesse mesmo momento senti em mim a força da graça de Jesus que reside na minha alma; e, quando me veio a consciência dessa graça, imediatamente fui arrebatada até o Trono de Deus. Oh! como é grande o nosso Senhor e Deus, e como é inconcebível a Sua santidade!

E nem sequer vou tentar descrever essa grandeza, porque em breve todos O veremos como Ele é.

Comecei, então, suplicar a Deus pelo Mundo com palavras ouvidas interiormente.

Quando assim rezava, vi a impossibilidade do Anjo em poder executar aquele justo castigo, merecido por causa dos pecados.

Nunca tinha rezado com tanta força interior como naquela ocasião.

No dia seguinte pela manhã, quando entrei na nossa capela, ouvi interiormente estas palavras:

Toda vez que entrares na capela, reza logo essa oração que te ensinei ontem.

Quando rezei essa oração, ouvi na alma estas palavras:

Essa oração serve para aplacar a Minha ira. Tu a recitarás por nove dias, por meio do Terço do Rosário, da seguinte maneira:

Primeiro dirás o Pai Nosso, a Ave Maria e o Credo. Depois, nas contas de Pai Nosso, dirás as seguintes palavras:

Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

Nas contas de Ave Maria rezarás as seguintes palavras:

Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.

No fim, rezarás três vezes estas palavras: Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro
.(D. 474 e 476)

 

Eram tempos de grande turbulência na Europa e no mundo em geral, sob diversas perspectivas (sócio-econômica, política, militar, cultural), o que haveria de desembocar num terrível conflito de proporções mundiais; é oportuno lembrar que no ano seguinte (1936) a Alemanha iniciaria o seu expansionismo invadindo a Renânia, e também seria desencadeada a guerra civil espanhola, que provocaria a morte de 1 milhão de pessoas.

Tende misericórdia do mundo inteiro, é o brado dirigido a Deus Pai que deve ecoar ontem, hoje e sempre! pelos quatro cantos da terra, a fim de que os seres humanos aprendam a viver no amor.

Não foi fácil para Santa Faustina divulgar o Terço, mas aos poucos os obstáculos são vencidos:

Quando disse à Madre Geral que o Senhor queria que a Congregação rezasse o Terço da Misericórdia para aplacar a ira de Deus, a Madre me respondeu que, por enquanto, não podia introduzir essas novas orações, não aprovadas, mas acrescentou:

A Irmã me dê esse terço, talvez em alguma adoração possa ser rezado. Logo veremos.

Seria bom que o Padre Sopocko publicasse um livrinho com esse Terço, então seria mais fácil rezá-lo na Congregação, porque assim é um pouco difícil (D 752; cf. 851; 1255; 1299; 1379).

Intercessão pela salvação da humanidade

As pessoas que rezam o Terço da Misericórdia oferecem ao Eterno Pai o Corpo e Sangue, a Alma e Divindade de Jesus Cristo (Filho de Deus que assumiu a nossa natureza humana) em expiação pelos seus pecados, dos seus entes queridos e de todo o mundo e, unindo-se ao único sacrifício de Jesus, recorrem àquele amor que o Pai Celestial tem para com o Seu Filho e para com todos os seres humanos em Jesus Cristo.

Tal oração não substitui o necessário arrependimento sincero das próprias culpas (com eventual Confissão sacramental), mas se insere em nosso constante processo de conversão e reconciliação pessoal e comunitária.

Na oração ditada pelo Anjo à Lúcia e suas companheiras em Fátima, no ano de 1916, é usada a mesma fórmula:

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e Vos ofereço o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo presente em todos os tabernáculos do mundo, em reparação dos ultrajes.

Tal formulação encontra eco na tradição da Igreja, mais especificamente nos Concílios de Calcedônia (contexto cristológico séc. V) e de Trento (contexto eucarístico séc. XVI).
 

Relação do Terço com a Liturgia

Dentro do Terço da Misericórdia encontramos duas invocações que possuem um claro sabor litúrgico.

A primeira delas é: Tende misericórdia de nós e do mundo inteiro. Com efeito, no rito de entrada da S. Missa encontram-se as seguintes invocações: «Kyrie, eleison; Christe, eleison» («Senhor, tende piedade de nós; Cristo, tende piedade de nós»).

Estas invocações, inicialmente, estavam relacionadas com a oração dos fiéis, que agora se recuperou. Nos primeiros séculos segundo o relato da peregrina Egéria, de finais do séc. IV , depois das leituras bíblicas e da homilia, a cada petição da oração dos fiéis, a assembléia respondia «Kyrie, eleison».

Talvez tenha sido o papa Gelásio, em finais do século V, quem passou esta invocação para o rito inicial, com a famosa «deprecatio Gelasii». Outra invocação é a que se faz ao final do Terço:

Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

Esta oração se relaciona com o famoso Triságio oriental. Do grego tris-agion (três vezes Santo), é o nome que se dá à aclamação de louvor «Santo Deus, Santo Forte, Santo Imortal», testemunhado pela primeira vez no Concílio de Calcedônia.

Por vezes, deu-se-lhe um sentido só cristológico, mas, na maioria dos casos, o sentido foi trinitário, como louvor ao Deus Trino.

Nos ritos orientais, sobretudo no bizantino, tem o seu lugar na procissão de entrada da Missa, como também acontece nos dias mais solenes do rito hispânico.

Noutras liturgias orientais, canta-se antes das leituras bíblicas.

Na Liturgia romana conservou-se só em Sexta-Feira Santa, durante a adoração da Cruz (cf. Missal Romano, Lamentos do Senhor, 1992, pp. 262ss).

Também a Igreja Ortodoxa o conserva em sua Liturgia.

Outra circunstância litúrgica em que também se pode falar de «triságio» é na aclamação do Sanctus, da Oração Eucarística: «Santo, Santo, Santo».

Vê-se, assim, que a oração do Terço da Misericórdia, longe de nos afastar da Sagrada Liturgia, retoma algumas de suas fórmulas para alimentar a nossa piedade tanto do Cristianismo ocidental como oriental!
 

Graças e promessas alcançadas pela oração do Terço da Misericórdia

Através do Terço da Misericórdia, o fiel é convidado a manifestar primeiramente a sua confiança filial no Pai das misericórdias (2Cor 1,3), que jamais nos recusa a sua graça e o seu perdão (cf. Lc 11,13; 15,20).

Jesus nos ensinou a rezar ao Pai pedindo que manifeste em nós a sua misericórdia:

Pai,perdoa-nos os nossos pecados (Mt 11,4), e rezando o Terço o impetramos com insistência filial.

A confiança em Deus é inseparável da caridade para com o próximo (cf. Mt 22,36-40), de modo que através do Terço da Misericórdia o cristão está outrossim realizando uma obra de misericórdia espiritual, animado pelas palavras do Apóstolo:

A graça que obteremos pela intercessão de muitas pessoas suscitará a ação de graças de muitos em nosso favor (2Cor 1,11). A eficácia desta forma de piedade depende primeiramente, como sempre, da vontade do Pai (cf. Mt 26,39);

como toda oração cristã, há de ser acompanhada também da humildade (cf. Lc 18,13-14), do perdão (cf. Mt 6,14s) e da perseverança (cf. Lc 11,8; 18,1-8).

Assim, os fiéis podem esperar o cumprimento das promessas de Cristo a Santa Faustina e a todos que rezam com justa intenção, atenção e devoção o Terço da Misericórdia:

 

1) Jesus promete acompanhar aquele que reza este Terço com Sua benevolência durante toda a sua vida:


As almas que rezarem este Terço serão envolvidas pela Minha misericórdia, durante a sua vida (D 754); Oh! que grandes graças concederei às almas que recitarem este Terço.

As entranhas da Minha misericórdia comovem-se por aqueles que recitam este Terço (D 848); Minha filha, exorta as almas a rezarem esse Terço que te dei. Pela recitação deste Terço agrada-Me dar tudo o que Me peçam (D 1541) se estiver conforme à sua vontade (D 1731);

2) Jesus promete particular assistência na hora da morte:


Todo aquele que o recitar alcançará grande misericórdia na hora da sua morte (D 687; cf. 754; 1541);

3) Jesus promete olhar para toda a humanidade com compaixão:


Minha filha, agrada-Me a linguagem do teu coração; pela recitação desse Terço aproximas a Humanidade de Mim (D 929);

4) Jesus promete a graça da paz e da conversão aos pecadores:


Os sacerdotes o recomendarão aos pecadores como a última tábua de salvação.

Ainda que o pecador seja o mais endurecido, se recitar este Terço uma só vez, alcançará a graça da Minha infinita misericórdia. (D 687);

Quando os pecadores empedernidos o recitarem, encherei de paz as suas almas (D 1541);

5) Jesus promete particular socorro ao agonizante pelo qual rezamos:


Defendo toda alma que recitar esse Terço na hora da morte, como se fosse a Minha própria glória, ou quando outros o recitarem junto a um agonizante, eles conseguirão a mesma indulgência.

Quando recitam esse terço junto a um agonizante, aplaca-se a ira de Deus, a misericórdia insondável envolve a alma e abrem-se as entranhas da Minha misericórdia, movidas pela dolorosa Paixão do Meu Filho (D 811; cf. 810; 834; 1035; 1036; 1541; 1565; 1797).

 

Como rezar o terço da Divina Misericórdia

Entre as diversas formas de culto à divina misericórdia, a Festa e o Terço da Divina Misericórdia ocupam uma posição de destaque.

Em 14 revelações especiais Jesus oferece à Santa Faustina esta nova forma de piedade, que hoje se encontra disseminada por todo o mundo.

Assim como na vida da Igreja a Liturgia e a piedade intimamente se associam, na espiritualidade da divina misericórdia proposta por Santa Faustina se dá igualmente o encontro destas duas dimensões, particularmente através da Festa e do Terço.


Você pode usar o terço comum

Pai-Nosso
Pai Nosso, que estais no Céu, santificado seja o Vosso Nome; venha a nós o Vosso Reino; seja feita a Vossa Vontade, assim na terra como no Céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave-Maria
Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós os pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Creio
Creio em Deus-Pai Todo Poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; Padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus; está sentado à direita de Deus Pai Todo Poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo,
na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

Nas contas grandes
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade do Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

Nas contas pequenas
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.

No fim do Terço diz-se três vezes
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

Promessas de Nosso Senhor

Através do Terço da Misericórdia, o fiel é convidado a primeiramente confiar no Pai, que jamais nos recusa a sua graça e o seu perdão. Dessa forma, os fiéis podem esperar o cumprimento das promessas de Cristo a Santa Faustina e a todos que rezam com justa intenção, atenção e devoção o Terço da Misericórdia.

1. Jesus promete Sua benevolência

As almas que rezarem este Terço serão envolvidas pela Minha misericórdia, durante a sua vida (D. 754); Oh! Que grandes graças concederei às almas que recitarem este Terço. As entranhas da Minha misericórdia comovem-se por aqueles que recitam este Terço (D. 848); Pela recitação deste Terço agrada-Me dar tudo o que Me peçam (D. 1541, cf. 1731).

2. Assistência na hora da morte

As almas que rezarem este Terço serão envolvidas pela Minha misericórdia durante a sua vida e, de modo particular, na hora da morte (D. 754; cf. 687);

Quando os pecadores empedernidos o recitarem, encherei de paz as suas almas, e a hora da morte deles será feliz (D. 1541).

3. Compaixão

Minha filha, agrada-Me a linguagem do teu coração; pela recitação desse Terço aproximas a humanidade de Mim (D. 929).

4. A graça da paz e da conversão

Os sacerdotes o recomendarão aos pecadores como a última tábua de salvação. Ainda que o pecador seja o mais endurecido, se recitar este Terço uma só vez, alcançará a graça da Minha infinita misericórdia (D. 687); Quando os pecadores empedernidos o recitarem, encherei de paz as suas almas (D. 1541)

5. Socorro ao agonizante

Defendo toda alma que recitar esse Terço na hora da morte como se fosse a Minha própria glória, ou, quando outros o recitarem junto a um agonizante, eles conseguirão a mesma indulgência.

Quando recitam esse terço junto a um agonizante, aplaca-se a ira de Deus, a misericórdia insondável envolve a alma e abrem-se as entranhas da Minha misericórdia, movidas pela dolorosa Paixão do Meu Filho (D. 811; cf. 810; 834; 1035; 1036; 1565; 1797).

Protegerei a alma que difundir o culto à Minha Misericórdia, por toda sua vida; e na hora da sua morte não serei para ela um Juiz, mas Salvador. Os raios do meu Coração significam Sangue e Água, e amparam as almas. Bem-aventurado quem vive à sombra deles, pois que não o atingirá a Mão da Justiça Divina.

Origem do Terço da Misericória

Esse terço foi ensinado durante uma visão que Irmã Faustina teve em 13 de setembro de 1935: Eu vi um anjo, o executor da cólera de Deus, a ponto de atingir a terra.

Eu comecei a implorar intensamente a Deus pelo mundo, com palavras que ouvia interiormente.

À medida em que assim rezava, vi que o anjo ficava desamparado, e não mais podia executar a justa punição.


No dia seguinte, uma voz interior lhe ensinou essa oração nas contas do rosário.

Mais tarde, Jesus disse a Irmã Faustina:

Pela recitação desse terço, agrada-Me dar tudo que Me pedem.

Quando o recitarem os pecadores empedernidos, encherei suas almas de paz, e a hora da morte deles será feliz. Escreve isso para as almas atribuladas:

Quando a alma vê e reconhece a gravidade dos seus pecados, quando se desvenda diante dos seus olhos todo o abismo da miséria em que mergulhou, que não desespere, mas se lance com confiança nos braços da minha misericórdia, como uma criança nos braços da mãe querida.

Essas almas têm sobre meu coração misericordioso um direito de precedência.

Dize que nenhuma alma que tenha recorrido a Minha misericórdia se decepcionou nem experimentou vexame.

Quando rezarem esse terço junto aos agonizantes, Eu me colocarei entre o Pai e a alma agonizante, não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso.

Palavras de Jesus à Ir. Faustina sobre o terço

As almas que rezarem este Terço serão envolvidas pela Minha misericórdia, durante a sua vida e, de modo particular, na hora da morte. (Diário da Irmã Faustina, nº754)

Quando recitam esse terço junto a um agonizante, aplaca-se a ira de Deus, a misericórdia insondável envolve a alma (Diário da Irmã Faustina, nº811)

Entre as diversas formas de culto à divina misericórdia, a Festa e o Terço ocupam uma posição de destaque. Em suas revelações a Santa Faustina, Jesus oferece uma nova forma de piedade, que hoje está espalhada por todo mundo.

O terço foi ditado por Jesus a Irmã Faustina entre os dias 13 e 14 de setembro de 1935 (Festa da Exaltação da Santa Cruz), como uma oração de intercessão e reparação pelos pecados cometidos por toda a humanidade (cf. Diário, nn. 474-476).

Era uma época de grandes problemas na Europa e no mundo, politica, socioeconômica, militar e culturalmente. A Alemanha estava prestes a iniciar seu expansionismo com invasões, e logo após estourou a Guerra civil Espanhola, que levaria milhões a morte.

Irmã Faustina intercedia, pedindo a misericórdia de Deus. Não foi fácil para ela divulgar o terço, como pedido pelo Pai, mas aos poucos a oração começou a se espalhar.

Aos que rezam o Terço da Misericórdia, oferecem ao Eterno Pai o Corpo e Sangue, a Alma e Divindade de Jesus Cristo em expiação pelos seus pecados, dos seus entes queridos e de todo o mundo e, unindo-se ao único sacrifício de Jesus, recorrem àquele amor que o Pai Celestial tem para com o Seu Filho e para com todos os seres humanos em Jesus Cristo.

O terço da Misericórdia deve ser rezado especialmente na preparação para a Festa da Misericórdia, indicando seu elo com a Liturgia da Igreja, principalmente os sacramentos da Eucarística e Confissão.

Durante essa semana de preparação para a Festa da Misericórdia, reze o terço colocando as seguintes intenções em cada dia:

Segunda feira Por toda humanidade, principalmente pelos pecadores

Terça feira Pelos Sacerdotes e pelos religiosos, através dos quais desce sobre a humanidade a Divina Misericórdia.

Quarta-feira Pelos que sofrem violência, em especial todas as crianças e os idosos.

Quinta feira Pelos doentes e agonizantes que não recebem tratamento digno.

Sexta feira Pelos desempregados e todos que estão passando por dificuldades financeiras.

Sábado Por todos os sócios da Associação do Senhor Jesus e devotos das Mãos Ensanguentadas de Jesus.
 

O que Jesus pretendia quando nos deixou o Terço da Misericórdia ?

Jesus terço da misericórdia


No dia 13 de setembro de 1935 Santa Faustina Kowalska teve uma visão importante, diria até definitiva, no que se refere à Devoção a Jesus misericordioso.

Ela se deparou com o anjo executor da ira de Deus (cf. Diário, 474) cuja missão era atingir a terra com raios e relâmpagos sinal da ira de Deus pelos pecados cometidos pela humanidade.

Faustina tenta impedir a missão do anjo prometendo-lhe que o mundo faria penitência, e imediatamente passa a suplicar a Deus com uma oração que, no dia seguinte, ela fica sabendo pelo próprio Jesus, serve para aplacar a ira de Deus.

Esta mesma oração é a que rezamos dentro das dezenas do terço da misericórdia.

Neste mesmo dia, Jesus lhe ensina a fórmula completa do terço, e mais tarde revela: pela recitação desse terço aproximas a humanidade de Mim (Diário, 929).
 

Pela Sua dolorosa paixão

Dentre os elementos da Devoção a Divina Misericórdia, o Terço da Misericórdia serve-nos como uma oração de reparação pelos pecados cometidos.

Ao rezá-lo, oferecemos a Deus Pai o Corpo, Sangue, Alma e Divindade do Seu Filho feito homem, reparando nossos erros e clamando por graças: em expiação pelos nossos pecados e dos do mundo inteiro (Diário, 475).

O momento em que o Sangue e a Água jorraram do peito aberto de Cristo enquanto sofria a agonia da morte na cruz, definitivamente exprime toda a Sua misericórdia, bem por isso a Igreja a denomina hora da misericórdia.

Deus, que em Sua essência é amor e misericórdia, num gesto inestimável, oferece-nos a oportunidade de alcançá-la através do momento que representa o ápice da misericórdia pois é pela dolorosa paixão de Cristo que a humanidade alcança a remissão dos pecados.

É inevitável perceber, portanto, que a pretensão maior do Senhor é oferecer-nos o Seu perdão.

Este é o sinal para os últimos tempos

Todas as revelações de Jesus feitas à Santa Faustina sobre a Sua misericórdia (1931 1938) mostram-nos um Deus Pai acolhedor, e não um Deus que castiga, ainda que a humanidade por vezes desgarrada do Seu rebanho seja merecedora.

Apesar do Seu coração doloroso e chagado pelo desamor dos homens e os pelos pecados por eles cometidos, ainda assim o Senhor escolhe dar-nos a última tábua de salvação (Diário, 1228).

E para aqueles que a ignorarem, restará o dia da justiça:

que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos tempos; depois dele virá o dia da justiça.

Enquanto é tempo, recorram à fonte da Minha misericórdia, tirem proveito do Sangue e da Água que jorraram para eles
(Diário, 848).

Tamanha é a bondade do Senhor que não apenas nos oferece a Sua misericórdia como uma oportunidade de arrependimento, mas ainda explica-nos como exercitá-la no nosso dia a dia (cf. Diário, 742) e ensina-nos as orações com as quais alcançaremos a Sua misericórdia.

Entre elas, o Terço da Misericórdia ditado pelo próprio Jesus há mais de 80 anos. E não para por ai: para aqueles que rezarem este Terço, Jesus ainda promete graças especiais.

Como é bondoso este nosso Deus!

As promessas

Jesus promete Sua benevolência: As almas que rezarem este Terço serão envolvidas pela Minha misericórdia, durante a sua vida (Diário, 754)

Oh! que grandes graças concederei às almas que recitarem este Terço. As entranhas da Minha misericórdia comovem-se por aqueles que recitam este Terço (Diário, 848);


Pela recitação deste Terço agrada-Me dar tudo o que Me peçam (Diário, 1541 cf. 1731).

Assistência na hora da morte: As almas que rezarem este Terço serão envolvidas pela Minha misericórdia durante a sua vida e, de modo particular, na hora da morte (Diário, 754; cf. 687);

Quando os pecadores empedernidos o recitarem, encherei de paz as suas almas, e a hora da morte deles será feliz (Diário, 1541).

Compaixão: Minha filha, agrada-Me a linguagem do teu coração; pela recitação desse Terço aproximas a humanidade de Mim (Diário, 929).

A graça da paz e da conversão:

Os sacerdotes o recomendarão aos pecadores como a última tábua de salvação. Ainda que o pecador seja o mais endurecido, se recitar este Terço uma só vez, alcançará a graça da Minha infinita misericórdia (Diário, 687);

Quando os pecadores empedernidos o recitarem, encherei de paz as suas almas (Diário, 1541).

Socorro ao agonizante:

Defendo toda alma que recitar esse Terço na hora da morte, como se fosse a Minha própria glória, ou quando outros o recitarem junto a um agonizante, eles conseguirão a mesma indulgência.

Quando recitam esse terço junto a um agonizante, aplaca-se a ira de Deus, a misericórdia insondável envolve a alma e abrem-se as entranhas da Minha misericórdia, movidas pela dolorosa Paixão do Meu Filho (Diário, 811; cf. 810; 834; 1035; 1036; 1565; 1797).

Saibamos aproveitar as graças que o Senhor quer nos conceder com a oração do Terço da Misericórdia. Certamente, além das promessas de Jesus, graças inestimáveis e inesgotáveis são derramadas sobre aqueles que confiam em sua misericórdia.

Por todo tempo, exclamar Jesus, eu confio em Vós será o brado dos que aceitam a Sua misericórdia!



Assista AO VIVO diretamente do Santuário Divina Misericórdia, Diariamente, pelo YouTube, 15h, a Hora da Misericórdia, e às 19h, Santa Missa. Você pode acompanhar também pelo player abaixo:


 


Fontes: misericordia.org.br

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