Casulas

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    Casula

    Casula é a veste litúrgica do sacerdote celebrante durante a celebração eucarística. Deve ser usada sobre a túnica e a estola.
    A casula é usada sempre sobre alva e estola, preferencialmente com amito e cíngulo; por conta do seu significado atrelado ao sacrifício, a casula é usada unicamente na missa.  

    A casula é vestida pela primeira vez na ordenação presbiteral. Logo após a imposição das mãos e oração consecratória, o padre retira a estola diaconal, põe a presbiteral e, sobre ela, a casula. Posteriormente, segue o rito de ordenação com a unção das mãos.

    A palavra Casula, tem origem no latim (Casulla), que significa pequena casa. Também é chamada de planeta uma derivação de paenula. 
    casula deve ser nas cores litúrgicas como branco, verde, roxo, vermelho, roseo e preto. Era comum o uso da casula para todos os ministros, mas passou a ser uma veste exclusiva dos sacerdotes no século IX.

    Oração da Casula

    Domine, qui dixisti: Iugum meum suave est, et onus meum leve: fac, ut istud portare sic valeam, quod consequar tuam gratiam. Amen.
    (Senhor, que dissestes: O meu jugo é suave e o meu peso é leve, fazei que o suporte de maneira a alcançar a Vossa graça. Amém) - (O Signore, che hai detto: Il mio gioco è soave e il mio carico è leggero: fa? che io possa portare questo [indumento sacerdotale] in modo da conseguire la tua grazia. Amen).

    A oração para vestir a casula é a última parte da grande oração para paramentação, conlui-se com "Amen". Ela fala da casula como "julgo suave de Cristo" e recorda a cruz que aparece em vários modelos.

     
    Quando usar a Casula?

    Na Instrução Geral do Missal Romano de número 337 diz:

    A não ser que se disponha de outro modo, a veste própria do sacerdote celebrante, tanto na Missa como em outras ações sagradas em conexão direta com ela, é a casula ou planeta sobre a alva e a estola. 
    Endende-se como uso da casula, sendo obrigatório em todas as missas.  Mesmo o uso sendo obrigatório, isso não dispensa o uso da estola, que sempre deve fazer parte do conjuntos das vestes litúrgicas.
    A única exceção para o não uso da casula é quando o missal prescreve a substituição da casula pela Capa de Asperge ou pluvial.

    Na IGMR de número 209, menciona outra exceção que é em casos de concelebrações.
    Se houver motivo justo, como, por exemplo, grande número de concelebrantes e escassez de paramentos, podem os concelebrantes, exceto sempre o celebrante principal, dispensar a casula ou planeta, e usar apenas a estola sobre a alva.
    Na ordenação presbiteral a casula é entregue ao sacerdote junto com a estola sacerdotal na celebração de sua ordenação, sendo entregue após a oraçao consecratória.
     

    História da Casula

    A casula tem como origem uma antiga vestimenta romana chamada Paenula, que era como um manto de formado arredondado, que os homens usavam sob a túnica, e essa veste era usada do dia a dia por todas as pessoas na época entre os séculos III e VI.

    Com uma influência Germânica no século VI e VII aos poucos as vestes romanas foi modificando, porém o clero manteve o uso da tradicional Paenula e somente no século IX é que se torna uma veste exclusiva de uso sacerdotal.

    A partir do século XVI, por maior praticidade, passa-se a encurtar cada vez mais as laterais das casulas, até que em finais do século XVII chega-se ao modelo hoje conhecido como casula romana e que foi o mais utilizado no Rito Romano até o Movimento Litúrgico do século XX recuperar o uso das casulas góticas, que se tornaram novamente comuns após a reforma litúrgica de 1969. Contudo, as casulas góticas atuais geralmente são mais simples e de tecidos mais leves que as medievais. Há também as casulas semi-góticas surgidas no século XX que consistem em uma versão mais curta da casula gótica.

     
    Casula e seu Caráter Sacrificial

    No decorrer dos séculos, como vimos, a casula teve seu uso resumido aos sacerdotes. Não tardou para que fosse atruído à casula uma imagem de "veste do sacerdote". A casula foi comparada o manto que deveriam usar os judeus ao imolar o cordeiro para a páscoa, como foi ordenado na lei de Moisés. Assim como faziam os sacerdotes daquele povo, fazem os do povo cristão: imolar o cordeiro estando cingidos e vestidos com o manto.
    A relação entre casula e o caráter seu sacrificial é tão notável, que alguns protestantes deixaram de usar a casula para indicar que não se realizava ali verdaeiramente um sacrifício. A omissão da casula, por mais que não deva ser diretamente relacionada com a negação desse dogma, deixa de expressar essa belíssima realidade presente na Santa Missa que é a celebração do sacrifício incruento de Cristo.

    Casula e as Cores Litúrgicas

    O uso da casula deve seguir as cores litúrgicas de acordo com cada tempo do ano litúrgico. Cada cor tem um profundo significado litúrgico.

    Casula Branca:

    A casula Branca é caracterizado pelos tempos de festas, por exemplo: No natal e em todo o tempo do natal, assim como em todo o tempo pascal. A cor litúrgica branca, também é caracterizados pelas festas dos Santos, pela Virgem Maria.  

    Casula Verde

    A casula verde é um paramento para ser usado no tempo comum. O tempo comum é o tempo do ordinário da vida, nas celebrações vamos vendo o ordinário da vida de Jesus, que é a cor que vai nos chamando constatemente a uma esperança de um tempo, uma vida, um momento melhor.  

    Casula Roxa

    casula roxa, se usa em dois momentos no ano litúrgico. O tempo da Quaresma e o tempo do Advento, que são dois momentos de preparação, ou seja, a cor roxo nos recorda de que nós não estamos preprados, precisamos de uma preparação.   

    Casula Vermelha

    casula vermelha em sua cor litúrgica, simbolia duas realidades. Primeiro a vinda do Espírito Santo que é a festa de Pentecostes, mas também esse mesmo espírito que veio sob os apóstolos ele vem sob cada um de nós.
    Então esse mesmo fogo nos leva a dar-nos a vida por Cristo. Por esse motivo não somente na festa de pentecostes mas também nas festas dos mártires, se faz o uso da casula vermelha.

     Os concelebrantes devem usar todos o mesmo modelo de casula?

    Não, mas com ressalvas. É, sim, permitido que, numa mesma celebração, alguns sacerdotes usem um modelo de casula e outros usem outro. Por exemplo, o bispo usa casula gótica e os seus sacerdotes, casula romana; ou ainda, os já sacerdotes usam casula romana e os que se estão ordenando, gótica. O que não se pode fazer é misturar dois ou mais modelos, se disso resultar uma combinação desarmônica, que fuja ao bom senso litúrgico.

     Quando se usa casula, a estola é dispensável?

    Não, Sempre que se usa casula é obrigatório o uso da estola. O Galão é um ornamento presente na casula que não faz as vezes da estola, sendo assim não se pode suprimir a estola por conta desse elemento. Vale a pena ressaltar ainda que a estola usa-se sempre sob a casula e nunca sobre ela.

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